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Chat Arquivo de entrevistas
 
 
 
 
 
Arquivo de entrevistas
Chat com Pedro Simon
(13/9/99)


Moderador 16:17:18
Pedro SimonPedro Simon
Pedro Simon quando lançou a sua pré-candidatura à Presidência, há poucos dias, o senador Pedro Simon garantiu, mais do que um lugar em uma eleição que só ocorrerá dentro de três anos, o direito de abusar do seu mais famoso dom: o da oratória. Em menos de duas semanas, gesticulando freneticamente da tribuna do Senado, Simon já convocou Fernando Henrique Cardoso a ouvir o clamor das ruas, exigiu a demissão do então ministro Clóvis Carvalho e distribuiu meia-dúzia de torpedos endereçados ao colega Antônio Carlos Magalhães. Aos 69 anos, casado, com um filho pequeno e dois adultos e com sete anos e meio de mandato garantidos, o ex-governador peemedebista Pedro Jorge Simon não tem o que perder. Os medos que poderiam povoar os seus sonhos há anos já não têm mais sentido. O único que pode assombrá-lo não parece ter data marcada para atacar: o de perder o atual título de "polêmica encarnada" desta República.


Moderador 14:56:11
Senador, gostaria de saber se o senhor já pensa em programa de governo ou isso vai ficar para mais tarde?


Pedro Simon 14:58:08
Eu coloquei meu nome à disposição do partido, mas é evidente que esta decisão será daqui a três anos. Seria até impatriótico, a essa altura, no inpício do mandato do presidente FHC, sair a fazer campanha para presidente da República. O que pretendo, por enquanto, é atender os convites que for recebendo pelo Brasil, para debater problemas do povo brasileiro.


Moderador 14:58:21
Alexandre: Boa trade Senador, Gostaria de perguntar o que Líder do PMDB Jader Barbalho acha de sua candidatura à Presidência da República? o senhor terá o apoio dele?


Pedro Simon 15:00:43
Alexandre, o senador Jader, como presidente do partido, acredito que não deve ter posição pessoal. Quanto a mim, não estou preocupado em buscar maioria ou não: estou preocupado em ivulgar a ideia, debate-las e discuti-las com a sociedade. Se for o caso de propostas vindas da sociedade, as abordarei na tribuna do Senado, ou levarei pessoalmente ao presidente FernandoHenrique.


Moderador 15:01:08
Interesse: Eu gostaria de saber o que o senhor achou da escolha do novo ministro, no lugar do Clóvis de Carvalho?


Moderador 15:01:22
Mauri: Se fosse eleito hoje , qual seria a prioridade do Governo Simon?


Pedro Simon 15:03:00
Interesse, não gostei. Não tenho nada de pessoal contra ele, mas ele era vice-presidente do Bradesco quiando aconteceu a CPI dos precatórios, e o banco estava envolvido. Ele é hoje presidente de uma empreiteira, a maior concessionária das estradas privatizadas pelo governo de São Paulo, e também arrematou uma empresa elétrica de São Paulo com a preseça do dinheiro do BNDES.


Moderador 15:03:53
Carlos: Quisera perguntar ao Senador SImon se verdadeiramente acredita na possibilidade de recuperacao do PMDB. a nivel nacional... e se o partido tem possibilidades de aglutinar outros partidos ao redor de sua candidatura?


Moderador 15:05:45

Simon faz discurso histórico no enterro de Jango, em dezembro de 1976.


Moderador 15:07:15
Sophia: O que você achou da Marcha do 100 mil? Vc considera importante esse tipo de manifestação do povo?


Pedro Simon 15:08:47
Mauri, repare você como é difícil responder hoje, porque o presidente lançou um plano de investimento, dizendo que vai aplicar 1 trilhão em 100 bilhões de reais, e diz mais: que oBrasil vai crescer mais de 4 §o ano que vem, e 6§os dois anos subsequentes. E mais ainda: que nesse período teremos 8 milhoes e 500 mil novos empregos. Se Deus ajudar, e isso viesse a dar certo, o quadro em que nós vamos trabalhar seria um. Se fracassar, a situação será bem mais difícil. Eu, pessoalmente, posso dizer que hoje acho que ação número 1 do governo seria o desenvolvimento da agricultura, principalmente da agricultura familiar. A segunda, seria a construção em mutirão de casas populares, com as prefeituras entrando com terrenos, os estados com a infra-estrutura, a União com o dinheiro necessário para os prórprios trabalhadores terem acesso à moradia a preços acessíveis. O terceiro seria como em Bangladesh, na India, o Brasil possuir um grande Banco Popular, de pequenos empréstimos para pessoas construírem suas microempresas, que pode ser um dos maiores fatores de combate ao desemprego no Brasil.


Moderador 15:08:59
Gilber: Senador. Qual o próposito do lançamento de sua candidatura à Presidência da República, quando ainda faltam três anos para as eleições presidenciais?


Pedro Simon 15:10:31
Carlos, hoje o Brasil vive um quadro partidário anárquico. O Brasil nunca teve um quadro partidário consolidado, mas também nunca esteve tão deteriorado. São todos os partidos, e infelizmente, e é com mágoa que digo isso, a campanha presidencial vai ser muito baseada em nomes, e muito menos em partidos.


Moderador 15:11:26

Pedro Simon com Fernando Henrique Cardoso e o ex-governador do RS Antônio Britto


Moderador 15:11:48
Léo-RS: Como o Sr vê o modelo neoliberal do sr Fernando Henrique Cardoso?


Pedro Simon 15:12:23
Sophia, acho que foi uma vitória da democracia Brasileira. Lá estiveram 100 mil, protestando contra o Governo, de maneira respeitosa. E o governo respeitou a manifestação sem nenhum ato de violência. Acho que o governo deve meditar muito sobre o significado dessa marcha, porque isso significa que realmente é muito grande o número dos descontentes.


Moderador 15:13:52
Armando: Ser político gaúcho é pior ou melhor no Congresso Nacional?


Moderador 15:15:46
Rafael\Ce: Quando será que os políticos mais sérios (como o nobre Senador Simon a quem tenho admiração pela sua biografia política) tomarão a defesa dos funcionários públicos que foram colocadoscomo os vilões da nação...quando sabemos que o que deixamos de pagar aos funcionários públicos são usados para aumentar as contas de quem já é rico, como os banqueiros internacionais e nacionais também...???


Pedro Simon 15:17:33
Gilber, eu não pedi para ser lançado, nem pensava nisso, mas o partido lançou e teve uma aceitação nacional. Mas você tem razão, é até impatritóico falar em campanha presidencial hoje. O que nos temos que rezar é para que o governo encontre o rumo. Quanto a mim, o que fiz foi colocar meu nome à disposição do partido, mas não pretendo iniciar campanha, ainda que vá percorrer o Brasil. Como já fiz com Dr. Ulysses Guimarães na luta pela redemocratização contra o regime militar, e como fiz também com Teutônio Vilela, na campanha a favor da anistia. Repito: não pretendo fazer proselitismo, buscando eventuais votos na convenção do PMDB; pretendo, isso, sim, debater idéias, princípios, problemas cuja solução acho essencial, na hora em que estamos vivendo. Com relação à candidatura, convém-se salientar que nomes é que não faltam no PMDB, como Itamar Franco, José Sarney, Senador Requião, Senador Jáder e Governador Jarbas Vasconcelos, apenas para citar alguns.


Moderador 15:17:47

Pedro Simon em campanha política pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul


Moderador 15:19:31
Paulo Z: Qual sua avaliação sobre o governo Olívio Dutra?


Pedro Simon 15:19:45
Léo-RS, Não é o que eu imaginava que fosse adotado pelo presidente. Seu partido tem como bandeira a social-democracia, acho um equívoco do presidente fazer uma aliança exageradamente divergente, que faz com que muitas vezes seu governo pareça sem rumo.


Pedro Simon 15:21:32
Armando, é melhor e é pior. É melhor porque os políticos do RS têm uma tradição de seriedade que vem ao longo do tempo, e uma respeitabilidade em todo o Brasil. É pior, porque o gaúcho não admite que políticos do Rio Grande tenham o mínimo deslizem ou que pratique certos atos que em outros estados são considerados completamente normais.


Moderador 15:22:19
Gabriel: Sr.Senador, muitas são as questoes que abordam a perda de privacidade com o uso da identificação unica, o que o senhor tem a dizer


Pedro Simon 15:23:33
Rafael/Ce, na verdade, é insignificante o gasto com os funcionários se considerado o que pagamos com os juros. Não podemos esquecer que os funcionários estão sem aumento há cinco anos. É verdade que precisamos fazer uma racionalização administrativa, mas é verdade também que medidas sérias sobre uma verdadeira reforma administrativa, até agora não tivemos notícias.


Moderador 15:24:51

Pedro Simon e Lula em 1979.


Pedro Simon 15:25:13
Paulo Z, não dá para se avaliar um governo que está no início. Mas não hpá como deixar de reconhecer que ele está abusando das frentes de divergência dos mais variados setores da sociedade. Acho que o Governador devia tocar para frente, e dar uma linha para seu governo, porque o tempo está passando rápido.


Moderador 15:25:40
Giuliano: O senhor não concorda que uma união de algumas lideranças ditas de "esquerda" poderia ter mais chance de tirar do poder esse grupo político que nunca tiveram um posicionamento mais claro a favor das classes populares?


Moderador 15:30:11

Simon em caminhada com Ulisses Guimarães pelas eleições diretas.


Pedro Simon 15:30:34
Gabriel, a lei já está em vigor hpá dois anos, mas o governo se nega a regulamentá-la. Acho importante ser apresentada por você, mas nós temos que analisar que hoje, não há no mundo país com tantos nomes fantasmas e contas fictícias como o Brasil. O Banco Nacional, durante 10 anos, movimentou 750 contas-fantasma (pessoas laranjas, inexistentes), que chegaram a movimentar oitenta e cinco por cento das aplicações do banco. O assassino do Chico Lopes, condenado, fugiu da cadeia, e durante quatro anos, comprou uma fazenda, negociou com o banco do Brasil, tudo com nome fictício. A este projeto, o homem de bem não tem a temer; agora, o ladrão que rouba um caminhão para levar ao Paraguai com documentação, fria, este não pasasa, já que haverá um registro único. O cidadão que deixar a mulher e os filhos, roubar um monte de gente, e, lá no norte do Brasil, com uma Identidade falsa, casa de novo, e vive uma vida de rico com o que roubou, isso não aconteceria mais.


Moderador 15:31:12
Aninha: Oi! O que o sr. queria dizer quando disse que o nosso Presidente seria de segundo escalão?


Pedro Simon 15:33:07
Giuliano, infelizmente, no Brasil, as esquerdas nunca conseguiram se entender, ao contrário da centro-direita. É evidente que, se tivesse uma proposta que identificasse uma unidade em torno dela, seriam muito maiores as chances de vitória. As esquerdas perderam as eleições passadas porque quiseram, pois não fizeram o entendimento que poderiam ter feito, por exemplo em torno do Itamar.


Pedro Simon 15:36:43
Aninha, o que eu quis dizer é que o presidente FHC foi um excepcional ministro a Fazenda, quando ele tinha acima dele o rústico presidente Itamar. Itamar, em uma hora dramática, teve a coragem de convidar um sociólogo para Ministro da Fazenda, espantando todo o Brasil. Já como presidente, FH parece ter uma dificuldade em dizer não: levou cinco anos e cinco meses para demitir o Dr. Clóvis. Os últimos 'nãos' que conhecemos do Presidente é não ao aumento do funcionalismo público, é 'não' aos empréstimos agrícolas, mas sempre diz um 'sim' muito complacente ao sistema financeiro nacional e internacional.


Moderador 15:36:49
Carlos: Senador Simon é possível governar o Brasil sem a intervencao direta do FMI?


Moderador 15:37:07
Luciane: Na entrevista à Veja, o senhor disse que os programas eleitorais deveriam ser ao vivo para evitar que o povo seja enganado. O senhor não acha também que os políticos deveriam fazer chats periódicos para ouvir os brasileiros, como o senhor está fazendo agora?


Pedro Simon 15:37:46
Carlos, claro que sim! Repare que você falou em intervenção direta do FMI: podemos ter até negociações, diálogos - jamais subordinação.


Moderador 15:39:34
Gilber: Sua fama de derrubador de ministro tornou nacionalmente conhecida com o episódio Clóvis/Malan. O Sr. Já tem outro ministro na mira? (risos)


Moderador 15:40:14

Simon com Jader Barbalho e Odacir Klein


Pedro Simon 15:41:42
Luciane, com relação aos programas políticos na televisão, acho que devem ser feitos ao vivo, e não como uma empresa de publicidade que 'vende' o candidato como produto comercial. Acho que com este avanço da tecnologia, a tua proposta vai se transformar em realidade daqui a muito pouco tempo, aliás, a TV Senado já tem uma linha direta chamada "Fala Cidadão" (0800 61 22 11 - ligação é gratuita), onde você e qualquer cidadão brasileiro pode se endereçar a qualquer senador ou a todo o senado, dizendo o que pensa: criticando, protestando, apresentando sugestões. Uma hora depois, a mensagem está na mesa do senador ao qual é endereçada.


Moderador 15:41:44
Gilber: En vários Estados, o PMDB está coligado com o PFL. Isto não atrapalha uma atuação do PMBD mais voltada para o social?


Moderador 15:43:33
Rodrigo: O imposto único foi cogitado em tempos passado. Qual sua opinião e posição à respeito?


Pedro Simon 15:46:35
Gilber, eu não tive nenhuma participação na queda dos ministros. Quando apareceu a gravação do Ministro Mendonça de Barros, na sede do Ministério do Desenvolvimento, com uma conversa dele e do presidente do BNDES, mais o senhor Pércio Arida, ex-presidente do Banco central, interessado diretamente em uma privatização, telefonando para a direção do Bnco do Brasil, para que os fundos de pensão daquela instituição fossem aplicados nos fundos de pensao do Sr. Pércio Arida, contra a outra interessada, que era de propriedade do irmão do governador Tasso Jereissati. COm relação ao ministro Clóvis Carvalho, quando num seminário do PSDB, num discurso escrito, ele chamou o Ministro Malan de covarde, na verdade ele atingiu o presidente FHC, e não tinha mais como permanecer no governo.


Pedro Simon 15:48:03
Gilber, volto a repetir: estão faltando profundas convicções aos partidos políticos. Muitas vezes as alianças são as mais imprevisíveis.


Moderador 15:48:08
Maria: Qual, na sua opinião, a melhor dupla: juros altos/dólar baixo ou juros baixos/dólar alto? Como alcançar?


Moderador 15:50:03
Mogwai: Oprojeto de lei que o sr criou, a respeito da intervenção de um "comitê crítico" na conteúdo da TV brasileira, não deu margem a especulações do tipo: "censura mascarada".


Pedro Simon 15:50:47
Rodrigo, Importo Único é quase impossível, mas tem uma proposta de reforma tributária do Deputado Luis Roberto Pontes que é fantástica, revolucionária. Ela reduz os mais de 50 impostos hoje existentes a no máximo cinco ou seis. O que é mais importante: são impostos absolutamente impossíveis de serem sonegados, como por exemplo o Imposto sobre a gasolina, imposto sobre bebidas, sobre superfluos, sobre cigarros. Acho que seria uma grande solução estre projeto.


Pedro Simon 15:54:56
Maria, é claro que o ideal é dólar baixo e juro baixo. Claro que isso é quase impossível, mas o que devemos fazer é não deixar o dólar disparar e baixar as taxas de juro. Convém esclarecer que o grande responsável pelos juros altos é o próprio governo, para colocar os seus títulos. Ainda há poucos dias, para evitar uma alta da corrida ao dólar, o Banco Central lançou títulos contendo os juros e a flutuação do dólar, que são o próprio dólar. Na verdade o governo praticamente "emitiu" o dólar, que são títulos que terão a flutuação do dólar, e mais os juros. Por isso, conseguiu conter a corrida ao dólar.


Moderador 15:55:09
Marcelo: O Sr. concorda com quem diz que quem manda no país é o ACM?


Pedro Simon 15:58:42
Mogwai, me perdoe, mas nem eu criei esse projeto, nem tenho conhecimento de sua existência. Pelo menos não chegou ao senado... O que eu criei foi uma subcomissão permanente na comissão de educação, para estudar, debater, analisar e apresentar propostas sobre a programação de rádio e televisão. Pretendemos discutir com toda a sociedade. Nós achamos, que assim como o congresso discute família, discute educação, discute religião, nós temos que debater constantemente sobre televisão, porque é importantíssima a influência da TV na formação de nossa sociedade e na educação de nossos filhos. Mas nunca pensamos em censurar.


Pedro Simon 15:59:42
Marcelo, claro que é um exagero, mas o Sr. ACM tem muita força nesse país. Não conheço nenhum parlamentar que tenha tido no passado a força que ele hoje detém.


Moderador 16:00:02
Wallace: A queda de popularidade do presidente pode atrapalhar a aprovação de medidas que o Sr, considera importantes para o ajuste do país?


Moderador 16:00:34
Miguel: Dia 25 deste mês inaugura emIvorá/RS o museu Alberto Pasqualini, um teórico do trabalhismo. O senhor acredita que as idéias dele são atuais?


Pedro Simon 16:01:47
Wallace, acho que não. Eu creio que no que for realmente importante para o país, o Governo conseguirá a maioria. Acontece que tem propostas, sobre as quais o governo faz muita badalação, mas no fundo ele não quer aprovar. O caso típico é a reforma tributária.


Moderador 16:02:03
Bad Boy: O que você acha sobre o Fernado Collor de candidatar a governador de São Paulo?


Moderador 16:04:22
Tanise: Como você vê o MST?


Moderador 16:06:23
Alexandre: Como o senhor avalia o perfil dos eleitores brasileiros?


Pedro Simon 16:08:41
Miguel, nunca foram tão atuais. Eu publiquei no senado quatro volumes contendo todas as obras de Pasqualini. Nas duas vezes em que ele foi candidato a governador do RS, a sua derrota foi uma lástima: espalhavam que ele era comunista, porque ele dizia que todo trabalhador é um cidadão com direitos inalienáveis: uma casa, saúde, alimentação, educação, trabalho, lazer, transporte. Mais tarde, quando a nação começou a falar em reformas-base, os progressistas e a chamada 'esquerda' passaram a criticar duramente Alberto Pasqualini, argumentando que ele era um falso capitalista, e que com suas propostas iria dar uma sobrevida ao capitalismo, impedindo a adoção das reformas-base. Hoje, com o desaparecimento do comunismo e da União Soviética, com a hegemonia dos EUA, e com esse novo neo-liberalismo, a gente sente que a saída está na doutrina do Pasqualini, que nunca foi tão atual quanto agora. Comunismo não - mas capitalismo selvagem, também não. Solidarismo, humanismo, um regime em que todo cidadão tem direito ao trabalho, e como fruto de seu trabalho deveria ter um salário digno, que lhe de condições para viver como cidadão, filho de Deus: casa, educação comida, lazer, saúde, descanso, educação. Isso é fundamental que todos tenham. Todos tendo isso, cada um, de acordo com a sua capacidade, pode acumular seus bens, ter uma casa mais bonita e comer em uma mesa mais farta.


Pedro Simon 16:10:53
Bad Boy, não é governador, é prefeito. Acho que é um direito dele, mas eu nunca gostei de um político se candidatar fora de sua base, embora o Dr. Collor possa dizer que, tendo sido presidente da República, pode considerar qualquer estado como sua base eleitoral.


Pedro Simon 16:12:03
Tanise, eu respeito o MST. Acho que nós todos, a classe política e a elite brasileira somos os responsáveis por não ser realizada a reforma agrária brasileira. falta uma decisão política para se concretizar a reforma agrária.


Pedro Simon 16:15:31
Alexandre, o povo brasileiro é um povo bom, de boa índole, trabalhador, sério e responsável, embora muitas vezes o noticiário só destaque os erros e os fracassos. Entretanto, o povo brasileiro não tem memória: principalmente, falta ao povo brasileiro participação como cidadão na vida do seu país. Chega do eleitor votar no dia da eleição, voltar para casa e ficar esperando que o governante fará. O cidadão tem que entender que ele é um cidadão, e que é da soma de pessoas iguais a ele que se forma a sociedade brasileira. A sua participação deve ser diária, permanente, divergindo, protestando, sugerindo. No momento em que houver esta participação de toda sociedade brasileira, nós vamos começar a ver o equacionamento da sociedade brasileira.


Pedro Simon 16:20:35
Quero agradecer a honra de ter participado deste chat, é a primeira vez que faço isso. Fico pensando no futuro de nossos filhos e de nosso país, quando esse avanço fantástico da tecnologia for usado para a paz e a justiça social no mundo inteiro. Hoje, a moderna biotecnologia pode aumentar a produção de alimentos quase ao infinito. Mais alguns anos, e a gente trocará de coração, pulmão ou qualquer outro órgão na farmácia da esquina. O avanço será fantástico, na tecnologia, mas o que não conseguimos mudar ainda é o egoísmo, o egocentrismo, a ganância dos homens e das grandes nações. Se Deus quiser, nossa geração fará essa transformação, de mentes e de propósitos, para que entendamos que somos todos irmãos, e que juntos temos que construir um mundo mais fraterno, para nossos filhos e todas as crianças, ou então, como há muito tempo atrás já dizia José de Castro, cada vez aumentará mais o número dos que não dormem, de medo dos que não comem.
 
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